Depois de 3 h de trem de Salzburg a Viena, desembarcamos na Westbahnhof já era tarde e fomos andando até nosso hostel, que ficava ali pertinho. Viena é uma cidade caríssima e um hostel um pouco mais confortável, com no mínimo banheiro privativo e sem café, não sai por menos de 90 euros a diária. Então eu escolhi um hostel bem baratex, que obviamente não tinha nenhum luxo, mas que ficasse bem localizado.
Sempre gosto de falar sobre os locais que hospedo, pois sempre prezo por opções econômicas, que apresentem bom custo x benefício e geralmente gosto de todos, mas este de Viena não vou nem falar o nome porque não gostei. Não é que o lugar seja ruim, mas parecia mais um hospital do que um hostel. Não tinha calor humano, sabe?! Tudo muito vazio, silencioso, frio, impessoal! Mas era tudo limpinho, o quarto era enorme, com uma cama confortável e tinha até wifi grátis (que só funcionava no lobby ou nas escadas). Mas o maior absurdo é que as salas de banho não eram separadas por sexo. Aff! Mesmo eu não tendo dado de cara com nenhum marmanjo, pois quase sempre tava tudo vazio, tem coisa mais esquisita que você tomar banho e imaginar que, ao sair, pode encontrar algum tarado dentro do banheiro?
Pra quem quer economizar muuito, até vale a pena, mas é melhor não ser tão muquirana como eu fui aqui rsrsrs. Ainda mais tendo ficado em excelentes hostels na Alemanha, este aqui foi um choque! Depois eu ouvi dizer muito bem da rede de hostels Wombats. Fica a dica!
Pelo menos ele ficava perto da Mariahilfer Strasse, a principal rua de comércio da cidade, onde se acha de tudo. Dali pro centro de Viena, onde estão as principais atrações, era um pulinho, tanto de metrô quanto a pé.
| Mariahilfer Srasse, vazia aos domingos! |
Bem, mas falando de Viena, ficamos 2 dias e 3 noites na cidade. Pra mim, foi mais que suficiente, mas pra quem é "rato de museu" e quer ver tudo, melhor ficar 3 dias inteiros.
Assim que acordamos no dia seguinte, fomos procurar um lugar pra tomar café na Mariahilfer Strasse e achamos um muito bom, onde tomamos café todos os outros dias, comendo o que queríamos e ainda pagando metade do preço do que era cobrado no café do hostel. Depois seguimos pra Westbahnhof e compramos o ticket de metrô por 48 horas, que nos custou 11,70 euros. O bom deste ticket é que você anda de metrô e nos trens de superfície, ilimitadamente, por 48 horas, por um preço bem razoável, ainda mais considerando que tudo é caro por aqui. Vale a pena! Precisa validar o ticket na primeira vez.
Nossa primeira parada foi o belo Palácio de Schonbrunn (metrô estação Schonbrunn).
O Schonbrunn é um dos locais mais visitados da Áustria e é considerado Patrimônio Mundial da Unesco. O palácio passou por períodos decadentes e de completo abandono, até que foi dado de presente à Imperatriz Maria Tereza, que o reestruturou até que chegasse ao que que se vê hoje. Era a residência de verão dos imperadores da Áustria. A beleza dos seus jardins é o que mais impressiona e é um dos cartões-postais de Viena, sendo muitas vezes comparado aos Jardins de Versalhes.
Seguimos para outro ícone vienense: o Palácio Belvedere, um palácio barroco que funciona como museu desde a primeira guerra.
Aqui, mais uma vez, os jardins são uma atração à parte. Eu adoro flores e plantas e sempre estes jardins europeus me impressionam pelo capricho e composição. O nome Belvedere foi dado por Maria Tereza e significa Bela Vista, em italiano.
O ponto central de Viena é a Stephansdom, a Catedral de São Estevão. A catedral é linda, tanto por dentro quanto por fora. Seu telhado chama a atenção!.
Ela fica realmente no coração da cidade, na Sphanplatz, de onde se ramificam diversas ruas repletas de lojas, cafés, restaurantes, bares e pubs, enfim, onde o comércio pulsa a todo vapor.

Dentre estas ruas, as mais movimentadas são a Graben Strasse, a Karntner Strasse e a Kolmarkt. Andando pela Graben chegamos à Catedral de São Pedro, lindíssima, por sinal!
| Kartner Strasse |
| Lojas de Viena |
Andando pela Kartner Strasse sentido Karlplatz, passamos pelo Sacher Hotel, onde parei para experimentar a mais tradicional torta da cidade: a Sacher torte, doce `a base de chocolate recheado com creme de damasco. A torta vem acompanhada de uma bola de chantilly que deve ter 99.999 calorias. Sinceramente, não achei nada demais, mas estando em Viena, tem que experimentar e desembolsar cerca de 5 euros por este pedacinho. E às vezes ainda tem que esperar por uma mesa. A disputa é sempre grande!
| Sacher Hotel |
Preferi mil vezes a Apfelstruddel, uma torta quente de maçã com canela e açúcar em massa folhada, extremamente molhadinha. Uma delícia!! Experimentei a do Café L Heiner, na mesma rua, um café super fino e charmoso!
| Apfelstrudel |
Ao final da Karnter Strasse, já junto da Karlplatz e do Ring, está a Staatsoper, a Ópera de Viena, onde acredito que deve valer a pena assistir a uma autêntica ópera vienenense! Não era meu foco! De noite, o edifício é ainda mais bonito!
É comum vermos nos arredores destas ruas, as famosas carruagens vienenses, que circulam com turistas que experimentam a sensação de viverem na época do império. Mesmo pra quem não faz o passeio, impossível não imaginarmos como era viver naquela época, repleta de luxo e sofisticação!
Circundando toda a área central de Viena está o Ring, um anel viário onde estão concentradas muitas das atrações de Viena. É aqui que está a Rathaus (Prefeitura), o Parlamento Vienense, a Universidade de Viena e o Palácio Horfburg, um complexo de vários museus, escolas, bibliotecas, igrejas e até escolas de equitação.
| Prefeitura de Viena |
| Trem que percorre o Ring |
O complexo do Hofburg foi por muitos anos sede do Império Austro-Húngaro. Como ele é enorme, tive que escolher o que visitar e optei pelo pacote que dá direito à entrada ao Museu Sissi, a visita à Prataria da Corte e aos aposentos imperiais. Este ingresso custou 10,5 euros e valeu muito a pena! O museu conta a história do ladro triste da vida de Sissi, a famosa e bela imperatriz, que teve uma vida turbulenta e triste e que foi brutalmente assassinada.
| Fachada de Hofburg! |
















