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sábado, julho 06, 2013
7 Praias em Destinos Exóticos
Ninguém vai a Dubai pra ir à praia, certo? Errado! Cada vez mais os turistas querem desfrutar de momentos de relaxamento nas águas quentes do Golfo Pérsico. E bota quente nisto. Mas as praias de Dubai têm uma atração à parte: nelas é possível observar os trajes típicos de banho das mulheres locais, sempre muito cobertas, dos pés à cabeça.
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segunda-feira, março 05, 2012
Israel: Tel Aviv, Old Jaffa e as impressões finais da viagem
Em nosso penúltimo dia
em terras israelenses, fomos conhecer o Domo da Rocha, que já contei aqui.
Depois, seguimos para
Tel Aviv, onde passamos uma noite antes de voltarmos ao Brasil.
Fomos de sherut, pequenas vans que fazem o transporte de Jerusalém à Tel Aviv (estação de ônibus). O ponto das sheruts fica na rua de trás de nosso hostel, outro ponto positivo de localização. É preciso esperar que elas atinjam sua capacidade máxima para que saiam, mas isto acontece rapidinho.
Cerca de 1 hora depois, estávamos na estação de ônibus central de Tel Aviv, onde tomamos a van número 4, que parava na esquina de nosso hotel. Assim como em Jerusalém, hospedagem em Tel Aviv é cara. Como iríamos ficar apenas 1 noite, reservei um hostel baratex, chamado Gordon Inn, priorizando localização, já que teríamos muito pouco tempo na cidade. O hostel ficava há uma quadra da Gordon Beach, mas não recomendo. Ele até que era limpo e a localização era excelente, pertíssimo da praia e Marina, um dos pontos mais movimentados de Tel Aviv. Mas o serviço, em geral, deixou a desejar, em geral. Não quero ficar falando todos os problemas do hotel, mas se alguém se interessar, pode perguntar.
Deixamos nossas coisas no quarto e saímos a caminhar pela praia Gordon, em direção a Old Jaffa. A praia nesta parte é bastante movimentada, nos fazendo lembrar um pouco nossas praias brasileiras.
Tel Aviv é uma cidade grande, de quase 400.000 habitantes, situada numa extensão de 14 km pelo litoral mediterrâneo e conhecida como "a cidade que nunca para". Também é conhecida como "cidade branca", com reconhecimento da UNESCO, por conter o maior número de prédios em estilo Bauhaus (formas geométricas simples e assimétricas). A maior concentração destes prédios está na região do Dizengoff Center.
As praias de Tel Aviv são largas, de águas claras e refrescantes, com muitas barracas alugando suas cadeiras. O clima é bem cool e bastante descolado! Muitos jovens e famílias estão nas praias e há uma infinidade de hotéis badalados na região.
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| Edifícios ao estilo Bauhaus foto internet |
Andando pela praia chegamos a Old Jaffa, a cidade que deu origem a Tel Aviv, com mais de 3.000 anos de idade, construída no período otomano. Além dos muros da cidade velha e da torre do relógio otomano, uma de suas atrações é seu mercado de pulgas, contendo todo tipo de quinquilharias. As ruas da cidadezinha estavam animadas, mas quando chegamos, algumas barracas já estavam sendo desmontadas.
| A torre do relógio otomano, umas das atrações de Old Jaffa |
De Old Jaffa, tomamos um ônibus circular e seguimos para a região do Dizengoff Center, o maior shopping de Tel Aviv, com marcas internacionais e israelenses. Comprei mais uns produtinhos do Mar Morto, enquanto o Alessandro saboreava uma cerveja israelense nos barzinhos da região, e depois me juntei a ele, ficando ali até o cair da noite, quando retornamos ao hostel, caminhando, já que era relativamente pertinho.
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| Dizengoff Center e área foto internet |
Eu confesso que estava
morta, esgotada! Foi o primeiro dia nestes 31 dias de viagem por 5 países e 3
continentes que fiquei realmente cansada. Talvez tenha me cansado por já saber
que era o último dia. Nem eu nem o Alê aguentávamos mais nada; estávamos exaustos! O jeito foi comer algo nos arredores do hostel e dormir cedo, mas não sem antes dar mais uma passadinha na praia pra tirar a foto deste céu de tons rosados...
Dia seguinte acordamos mais cedo do que queríamos e não tínhamos forças pra sair da cama. Nosso vôo estava marcado apenas para o fim da tarde, logo, daria tempo de aproveitar um pouquinho da nossa manhã na praia. Confesso que meu cansaço falava pra eu ficar dormindo até mais tarde, pra viajar mais descansada, mas meu subconsciente me dizia que o Mar Mediterrâneo estava há apenas poucos passos de mim pra eu ficar dormindo e que eu iria me arrepender depois. Saltei da cama, tomei café correndo e fomos pra praia, aproveitar nossos últimos dias de sol israelenses! Lá, um filme da viagem me passou pela cabeça e terminei meus pensamentos com a imagem de 2 israelenses que haviam mergulhado conosco em Cozumel, pensando que se eu os visse por ali, eu os reconhecerei na hora, mas isto seria impossível...
Bem, ficamos apenas 1 horinha na praia e voltamos pro hostel tomar banho e pegar nossas coisas. Tomamos um táxi e por cerca de R$ 30,00 seguimos até a Estação de Trem Norte de Tel Aviv, de onde partem trens frequentemente para o aeroporto, a preços bem mais em conta.
O aeroporto de Tel Aviv
O aeroporto de Tel Aviv é super moderno e super seguro. Antes do check-in na El Al Airlines, tivemos que passar nossas malas por um raio-X. Dependendo do conteúdo das malas, os carinhas te mandam pra segurança, onde os inspetores fazem um monte de perguntas e reviram as malas, em alguns casos. Tinha uma mulher na nossa frente que a mala dela foi toda revirada, coitada! É por isso que esta companhia aérea está entre as mais seguras do mundo! No nosso caso, nos mandaram pros inspetores também. Quando terminei minha inspeção, foi a vez do Alessandro, com outro inspetor. De repente, eu escuto o Alessandro me chamando pra ajudá-lo a dizer o que tinha nas malas e, quando vejo, não é que o inspetor das malas dele era um dos carinhas que mergulharam conosco em Cozumel? Pois é, eu claro, comecei a gritar por rapaz que eu o conhecia! Ele não estava entendendo nada! E eu dizia: I know you! I know you!!! Ele continuava a me olhar assustado e pela sua cara devia estar se perguntando quem era aquela louca a gritar pelo aeroporto! Comecei a lembrá-lo que havíamos mergulhado juntos em Cozumel, no mesmo barco, etc, etc, quando então ele se lembrou e disse: “Ah, the couple?! Yes, I’ve remembered!!!” Foi muito engraçado! Como pode a gente ver a pessoa 1 vez na vida, em um país que nem é o nosso, e 7 meses depois encontrar (e pior, lembrar) da mesma pessoa, em outro país, há quilômetros de distância um do outro? É muito estranho, não é mesmo?! Ficamos batendo papos sobre as coincidências que acontecem na vida, de como o mundo era pequeno, falando da viagem por Israel, etc, tudo em poucos minutos. Conclusão: a mala do Alessandro nem foi inspecionada depois desse episódio!!! No começo o Alessandro também não entendeu nada, pois ao contrário de mim, a memória visual dele é zero! Até hoje, quando vamos pra Minas, tenho que ficar lembrando o nome de alguns dos meus parentes pra ele!
Ficamos rindo horas daquela situação, meio sem acreditar e seguimos para o embarque...
O free shop de Tel Aviv
Quando passamos por
todas as barreiras aeroportuárias, chegamos a um mundo que adoro! O mundo dos free
shops! O de Israel tem suas vantagens. Dentre diversas cositas que adoramos, as atrações principais deste free shop são os
produtos do Mar Morto e o stand com todos os produtos da Moroccanoil, com preços muito mais atrativos do que os
praticados no Brasil. Estava esperando ir pra Israel pra experimentar
o produto queridinho das celebridades do momento. Exagerada que sou, já comprei
logo 3 frascos e de quebra, ganhei mais 1 pote de hidrante, cujo qual me foi detido na imigração na Espanha. Tive que comprar uns frasquinhos de
álcool gel no free shop de Madrid, jogar o gel fora pra colocar parte do creme, mais tive que
jogar mais da metade pelo ralo pra não deixar pros fiscais! Que ódio!!!
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| foto internet |
A viagem de volta foi
super tranquila, exceto pela raiva que o Alessandro me fez passar ao furar
minha almofadinha inflável recém comprada no aeroporto de Israel! Fiquei as 6
horas da viagem com raiva dele. Só em Madri o perdoei por tal atrocidade rsrs.
Bem, e assim termina uma série
de posts desta nossa viagem de 31 dias pelo Oriente Médio, que começou em
Atenas, na Grécia, passando por Turquia, Egito, Jordânia e terminando em Tel
Aviv, Israel.
Sem dúvida, uma das viagens mais ricas visualmente e culturalmente que já fizemos. Conhecer a história Atenas, curtir as badaladas ilhas gregas de Milos, Santorini e Mykonos, relaxar nas piscinas termais de Pamukkale, voar de balão pela Capadócia, mergulhar na história das pirâmides do Egito, aventura-se nas ruínas de Petra e passar pelos caminhos onde Jesus nasceu, viveu e morreu são todas experiências que podem até ser contadas, mas que só poderão ser sentidas por quem as viveu. Uma viagem cheia de cores, sentimentos, vida, alegria, amizades, deliciosos perrengues e até um pouco de stress (o melhor dos estresses), mas que vai deixar muita saudade... !
Sem dúvidas, mais uma
experiência única e viciante que eu dividi com vocês aqui no blog!!!
POR ONDE PASSAMOS:
GRÉCIA: Atenas - Milos - Santorini - Mykonos
TURQUIA: Pamukkale - Capadócia - Istanbul
EGITO: Cairo - Sharm el Sheikh
JORDÂNIA – Petra
ISRAEL: Eilat - Jerusalém - Belém mar Morto - Galileia (Nazaré, Capernaum, Mar da Galileia, Tabgha, Magdal, Rio Jordão, etc) – Old Jaffa - Tel Aviv.
QUANTOS DIAS FICAMOS:
31 dias
QUANDO FOMOS:
Meados de setembro a meados de outubro de 2011
COMO FOMOS:
IDA: Vôo Iberia de São Paulo a Atenas, com conexão em Madrid
VOLTA: Vôo El Al de Tel-Aviv a Madrid e vôo Iberia de Madrid a São Paulo, ambos comprados com a Iberia, pela Agência Monções Turismo Itapetininga.
VISTOS:
Vistos são necessários para brasileiros no Egito e são adquiridos direto no aeroporto (LEIA AQUI). Na Jordânia, não há necessidade de vistos para brasileiros se o acesso ao país for feito por Aqaba (LEIA AQUI).
CLIMA:
Na época que fomos, o calor está presente em todos os países da região, com ventos frios nas ilhas gregas, em Jerusalém e Istanbul à noite.
MOEDAS:
GRÉCIA: EURO (€)
TURQUIA: LIRA TURCA
(TL)
EGITO: LIBRA EGÍPICIA
(EP)
JORDÂNIA: DINAR
JORDANIANO (JD)
ISRAEL: NOVO SHECKEL
ISRAELENSE (NIS).
domingo, março 04, 2012
Israel: Um giro pela Galileia e meu rebatismo no Rio Jordão
No sábado de shabbat, quando todo o comércio de Jerusalém está fechado, escolhemos fazer um tour pela Região da Galileia. Reservamos o tour da United no dia anterior, direto na recepção do nosso hostel.
O tour começa de madrugada. Às 6 da manhã já estávamos
prontos, quando então o ônibus nos pegou
num hotel próximo, já que na rua do nosso hostel não passa carros.
O ônibus passa por Tel Aviv, onde algumas pessoas entraram.
O grupo era super pequeno, composto apenas por uma canadense, 3 americanos (dentre
eles, uma super louquinha, que me fez de fotógrafa dela boa parte da viagem) e
nós 2. O guia falava espanhol. Dependendo do tour e do dia da semana, você ode
escolher o idioma que será falado durante o tour. No nosso caso, foi pura
coincidência o espanhol.
O primeiro ponto de parada foi Em Nazaré, cidade onde Jesus
passou sua infância, daí o nome, Jesus de Nazaré.
É óbvio que o primeiro ponto não foi no ponto mais famoso de
Nazaré, a Igreja da Anunciação, mas sim, numa loja que vendia souvenirs a preços
bem acima do normal.
Seguimos então para
Igreja da Anunciação, onde Maria recebeu a visita do Anjo Gabriel,
anunciando a chegada do Messias.
A Igreja é belíssima. A porta principal tem passagens bíblicas esculpidas em bronze.
| Uma das obras de arte, no chão da igreja |
| Porta de entrada |
| Detalhes da porta |
O ponto máximo da Igreja é a Gruta onde Maria recebeu o Anjo.
Nas imediações está a Igreja de São José, que marca o local onde José e Maria moraram, além de sua carpintaria.
Saíndo de Nazaré seguimos para Cafarnaum, às margens do Mar
da Galileia, onde está a casa de São Pedro.
Também passamos por Magdal ou Magdala, a cidade de nascimento de Maria Madalena , seguidora de Jesus.
| Eu e São Pedro, em Cafarnaum |
Acredita-se que as ruínas da sinagoga de calcário branco de cerca de 300 a.C. ficam no local da sinagoga original em que Jesus pregou durante Seu ministério na Galiléia.
Na foto abaixo é possível ver claramente a diferença entre as 2 sinagogas, sendo a parte de pedras mais escuras, a da época de Jesus.
| Sinagoga branca, construída no local exato da Sinagoga de Jesus |
| Casa de São Pedro |
Bem pertinho de onde estávamos, era a vez de visitamos Tabgha, cidade onde Jesus realizou o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes para alimentar a multidão que veio Lhe escutar ao pregar.
Mas o nome Tabgha vem da distorção da palavra grega Heptapegon, que significa "Sete Nascentes". No passado, sete nascentes se encontravam neste ponto e fluíam para o mar da Galiléia, mas hoje só restam 5.
| Igreja da multiplicação |
A rocha em que o milagre da multiplicação ocorreu tem sido o altar de sucessivas igrejas, a primeira no século IV. A atração principal da Igreja é seu mosaico original bizantino, que fica na frente do altar e simboliza os pães e os peixes.
Mas, o momento mais emocionante desta viagem para mim foi, sem dúvida, o meu rebatismo no Rio Jordão.
O Rio Jordão foi o local onde Jesus foi batizado por João Batista. Devido à grande procura por peregrinos por lugares em que poderiam participar das cerimônias do batismo, o kibbutz Degania desenvolveu o Yardenit, um local com toda a infraestrutura necessária para o ato.
O comércio no local é acirrado, principalmente de garrafinhas contendo água do rio, mas sem ter que pagar nada, a dica é encher sua própria garrafa de água e trazer de lembrança pra distribuir pros amigos. Eu trouxe duas. Uma está comigo, na minha casa e outra dei pro Padre da minha cidade, em Minas.
O Yardenit é o único local registrado de batismo para peregrinos. Todos os anos, meio milhão de turistas visitam o lugar.
Eu já sabia que iria ao Yardenit e creio que este foi um dos meus principais interesses pelo tour na Galileia: ser rebatizada no mesmo lugar que Jesus.
Claro que tudo tem uma parte turística. Temos que pagar USD 10,00 para alugar as vestes brancas para entrar no Rio e de quebra, ganhamos toalha e um certificado em branco, diga-se de passagem.
Mas é indescritível a emoção que temos naquele lugar. Eu entrei e comecei a respirar mais forte. Pedi a um padre que estava na água que me batizasse e sem perceber direito o que estava acontecendo, ele faliu algumas palavras, afundou minha cabeça na água e pronto! Eu estava batizada! Foi uma sensação muito louca: não sabia se rezava, se agradecia, se prestava atenção no que ele falava; enfim, acho que fiz tudo ao mesmo tempo sem nem perceber. Foi, sem dúvida, um momento de forte emoção e agradecia por mais esta dádiva de Deus na minha vida.
| Momento do batismo... |
| Momento pós batismo... |
| De espírito renovado |
O comércio no local é acirrado, principalmente de garrafinhas contendo água do rio, mas sem ter que pagar nada, a dica é encher sua própria garrafa de água e trazer de lembrança pra distribuir pros amigos. Eu trouxe duas. Uma está comigo, na minha casa e outra dei pro Padre da minha cidade, em Minas.
| Alê batizando a si mesmo |
As minhas impressões do tour foram muito boas, mas tour é tour, né?! Você acaba indo onde o guia quer, comendo no restaurante caro que ele quer, esperando gente que fica pra trás, enfim, um transtorno, mas este até que foi razoável, neste sentido. Foi uma forma prática, mas não barata, para se conhecer toda a região da Galileia.
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