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| Golfo de Aqaba e as fronteiras |
Esta parte da viagem foi organizada lá mesmo, afinal não sabíamos muito como iríamos até Petra; se iríamos por nossa conta ou de tour, se sairíamos cedo de Sharm ou de tardinha, se íamos dormir em Eilat, Aqaba ou ir direto a Petra, etc.
A princípio, iríamos reservar um day tour de Sharm a Petra, mas como iríamos até Jerusalém depois, os tours não possibilitavam que nós ficássemos na Jordânia ao final do dia para seguirmos viagem. Por questões burocráticas, tínhamos que ir e voltar com eles, o que atrasaria todo nosso esquema e seria ainda mais cansativo, além de bem mais caro. Então, optamos por ir by ourselves e foi o melhor que poderíamos ter feito!
Compramos passagem de ônibus de Sharm el Sheikh a Taba, última cidade egípicia na fronteira com Israel.
A passagem custou 30 LE (cerca de R$ 10,00) por pessoa. A empresa que faz o trajeto é East Delta. O ônibus sai diariamente às 9:00h e a viagem
até Taba dura cerca de 4 horas horas. Mais informações aqui. O ônibus é meio velhinho, mas pelo menos
tinha ar condicionado! Na rodoviária, só tinha eu e o Alessandro de turistas. O
resto, todos nativos. O difícil era
saber se compramos o destino certo e se entramos no ônibus certo, já que todas
as informações são em árabe.
Durante
a maior parte da viagem, o ônibus vai margeando o mar Vermelho, com montanhas douradas ao redor, com um visual de tirar o fôlego. Como este pedaço é um golfo, chamado Golfo de Aqaba, quase não
há vento, então o mar é tipo piscininha mesmo, sem nenhuma ondinha.
| Montanhas douradas pelo caminho.... |
| Lá do outro lado do mar, a Arábia Saudita!! |
Quando o ônibus chegou em Taba, o motorista perguntou se queríamos que ele nos levasse por 1 USD cada até a fronteira. É claro que quisemos, mas quando fomos ver, o terminal rodoviário era do lado da fronteira e ele não chegou a dar meia dúzia de voltas na roda daquele ônibus! Aff, mais um golpe egípicio! Proporcionalmente, saiu mais caro que o do camelo hahaha! Quando fomos tirar as malas do ônibus, o fundo da mala do Alê tinha rasgado e tivemos que arrastar aquela mala enorme, com o fundo agarrando num chão de asfalto com alto coeficiente de atrito, que fez duplicar o peso da mesma.
Na saída do país, tivemos que comprar 2 selinhos para colar no cartão de saída. Custou 2 LE cada, mas quase não tivemos dinheiro pra pagar o selinho, acredita? Tínhamos gastado todas nossas moedinhas e só tínhamos notas altas de dólares. Saí catando todas as moedas possíveis na bolsa e sobraram míseros centavinhos. De repente, o Alessandro acha um maço de dinheiro no chão, com 60 LE ( cerca de 20 reais) e uma nota de 50 shekels, a moeda israelense, que valia cerca de R$ 25,00. Êba, que sorte! Adoro achar dinheiro na rua kkk .
Passamos pelo controle de passaporte egípicio e depois, entramos na fronteira israelense. Para entrar em Israel, não se paga nada, mas se paga para sair. A entrada estava super vazio e foi bem tranquilo. A atendente nos fez algumas perguntas, como: quantos dias ficaríamos; para onde estávamos indo; se tínhamos reserva em algum hotel; se éramos casados, etc. Sempre com sorriso no rosto e simpatia, sem mexer nas nossas malas.
| Passando no check point!! |
Esperamos pelo ônibus de número 15 , que liga a fronteira ao terminal rodoviário de Eilat (6,40 NIS), e vai fazendo um tour pela cidade. E que gracinha de cidade!
| Esperando o ônibus com este visual aí em baixo |
| Olha a cor desta água! |
| Do outro lado, a Jordânia |
No terminal, tivemos que pegar um táxi para a fronteira com a Jordânia (30 NIS), pois não tem ônibus que faz este trajeto.
E toda a operação se repete, mas desta vez, abriram minha mochila, pois encanaram com um vaso de porcelana lá dentro (acho porque tinha um formato parecido com uma bomba). Abriram minha mala também, por causa de uma bandeja. Antes, tivemos que pagar a taxa de saída de Israel (USD 30 por pessoa). Mas sempre, todos com muita cordialidade e um sorriso nos lábios. Quando viam nossos passaportes brasileiros então, mais simpáticos ficavam.
O turista que entrar na Jordânia pela fronteira de Aqaba não precisa de visto, desde que deixe o país em até 30 dias. De qualquer forma, é bom ler mais a respeito aqui.
| Saindo de Israel, rumo `a Jordânia |
| Quase lá....e a mala estourada kkkk |
| Chegamos!!!! |
Ao saírmos do check point, na cidade de Aqaba, havia uma série de taxistas à espera de turistas para levar a Petra. Já era mais de 4 da tarde. Não tinha mais ônibus para Petra. Ou a gente dormia em Aqaba pra pegar o ônibus no dia seguinte, ou a gente pegava um destes táxis, a preços tabelados, e seguia para Petra direto. Pensamos bem e achamos melhor irmos direto a Petra de táxi (55 JD ou R$ 150,00). Ganharíamos tempo no dia seguinte, já dormindo em Petra, apesar de ser mais caro.
Negócio fechado, cerca de 2 h depois, chegamos no vilarejo de Wadi Musa, cidade onde fica Petra.
No caminho, mais lindas paisagens do deserto de Wadi Rum...
| Wadi Musa |
O taxista nos levou ao Valentine Inn, um hostel bem simples, mas muito agradável. Já tinha lido sobre ele no guia da Lonely Planet. O preço também era bem bom para os padrões jordanianos. O que mais me animou foi a quantidade de turistas do mundo todo que estavam lá. Muitos jovens e até casais mais de idade. Chegamos bem na hora do jantar, onde há um buffet livre por apenas 5 JD por pessoa! Outra vantagem do hostel era o transfer grátis de ida e volta a Petra, que não era longe, mas que dava uma boa caminhada! Decidimos que iríamos ficar ali mesmo. Negociamos com o mesmo motorista a volta, por quase metade do preço da ida.





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