| Wood Street (rua da Madeira) |
Saindo de Edimburgo, na Escócia, fomos de trem da Virgin Trains direto pra Birmingham, uma grande cidade ao norte da Inglaterra. A escolha de Birmingham foi porque era a cidade mais próxima da região da Cotswolds de onde se podia chegar de trem direto de Edimburgo. Não tínhamos nenhum pretensão em conhecer a cidade, mas era necessário dormirmos lá por uma noite para no dia seguinte rumarmos à região das Cotswolds. Escolhemos o Hotel Brittania, super bem localizado, bem do lado da Estação de Trem e exatamente na New Street, principal rua de comércio da cidade. Além disso, era cerca de 700 metros da Hertz, locadora na qual havíamos reservado o carro pra desbravar a região.
No dia seguinte, muita chuva e frio em Birmingham. Lá vamos nós com nossas malas e uma única sombrinha escocesa, que por sinal não resistiu à sua primeira chuva, desfazendo-se logo na primeira ventania. Chegando na Hertz, uma grande decepção: havia reservado carro com GPS pelo site da Hirecars.com e, para minha surpresa, não tinha GPS disponível. A nossa primeira reação foi, e agora??? Estamos fritos!! Se dirigir num país estrangeiro já tem suas inconveniências, imagina então dirigir num país estrangeiro, de mão inglesa e sem GPS? E pra sair da cidade? Pedimos então um mapa de Birmingham, pra nos localizarmos, mas eles também não tinham. Nossa, eu queria matar aquelas antas da Hertz! Deram-nos apenas um mapa da Inglaterra, excelente por sinal, e nos disseram que poderíamos pegar o GPS na Hertz de Stratford, nosso próximo destino. Mas o pior ainda foi ficar um tempão procurando a Hertz, em Stratford, e descobrir que lá também não tinha GPS!! Que ódio! E pensar que era uma Hertz!!! Imagina se fosse uma locadora mequetrefinha?! Era capaz de não ter o carro!! Horrível!!! Péssimo serviço do site e da Hertz.
Bem, sem termos muito o que fazer, o jeito era o Alê encarar a mão inglesa e contar com a co-piloto dele pra ajudá-lo com as placas e mapas.
Além de tudo, não tínhamos tomado café e àquela altura do campeonato, após ter passado por tanto stress de encontrar a saída da cidade e a rota certa pra Stratford, eu já nem raciocinava mais de fome! Mas enfim, tudo dá certo no final e, após 1 hora, mais ou menos, chegamos em Stratford-upon-Avon, terra natal de Shakespeare!
Depois, com o tempo, vimos o quanto as rodovias inglesas são fáceis de serem percorridas. Tudo é extremamente sinalizado e, com um bom mapa na mão, ninguém precisa de GPS.
Stratford-upon-Avon
O nome da cidade vem da época em que era uma importante cidade comercial romana (há mais de 1.000 anos atrás) e significa "Estrada sobre o rio Avon".
| Rio Avon |
A cidade é muito fofa, a cara desta região da Inglaterra. Fica há 164 km de Londres e atrai muitos visitantes devido a ser a cidade onde William Shakespeare, seu morador mais ilustre, nasceu, cresceu e está enterrado.
Começamos o passeio pela casa onde Anne Hathaway's, mulher de William, passou sua infância.
A casa é super fofa e bem conservada e está numa área mais afastada do centro. Seus belos jardins de tulipas dão um colorido especial ao local, mesmo em dias de chuva.
A história diz que os pais de Anne e William tinham relações comerciais e que por isso, eles se conheceram, se tornaram amigos, começaram a namorar e se casaram. Ela se casou grávida de 3 meses. Ambos eram de família nobre, sendo o pai de William um importante comerciante da época, o que lhe permitiu ter aulas de educação e se tornar um grande, coisa rara para a época.
Depois de alguns anos, a família Shakespeare enfrentou algumas dificuldades financeiras e William deixou a cidade e a família em Stratford para tentar a vida em Londres, onde fundou sua primeira companhia de teatro e vindo a ser o William Shakpeare que conhecemos dos romances, como Romeu e Julieta, a mais famosa de suas obras. É dele também a famosa frase: Be or not to be?! That's the question! (Ser ou não ser? Eis a questão)
Já no centro, está a casa onde Shakespeare nasceu, aberta à visitação em troca de algumas libras.
No centro, a grande atração são as casinhas em estilo Tudor do século XV, que emolduram as ruas cujos nomes nos remete à era medieval, quando a cidade era um grande mercado: Sheep Street (Rua da Ovelha), Wood Street (rua da Madeira), etc.
| Sheep Street |
O melhor foi quando achamos uma loja onde TU-DO custava apenas 1 libra!!!! Hahaha, fizemos a festa!! Compramos barras gigantes de Kit-Kat, refri, bolachas, 2 novas sombrinhas (que também não duraram nada) e até um CD do R.E.M., que marcou nossa viagem pela Cotswold e até agora, quando escuto o CD, lembro desta viagem estupenda!!! Tem coisa que nem deu tempo de comer a viagem toda e está até agora aqui em casa...
| Escola onde William estudou |
















