Saímos de Eilat no primeiro ônibus, as 7 da manhã, rumo a Jerusalém. Com certeza, era a hora mais esperada e o propósito principal desta viagem: Conhecer a Terra Santa! Fomos pela empresa Egged Tours. O ônibus não é nada confortável, as cadeiras não reclinam, é tipo um circular e as pessoas ainda entram e vão deitando até no corredor, mas em compensação, tem wifi e aproveitei para ir "interneteando" até a bateria descarregar. A viagem dura cerca de 5 horas, passando pelo deserto de Negev e beirando por um bom tempo o Mar Morto.
| Mar Morto |
Ao
chegarmos na estação de ônibus de Jerusalém, tomamos um taxi até nosso hostel, o The Jerusalem Hostel, que fica na Jaffa Road, bem na Zion Square, uma das melhores localizações em Jerusalém, pode crer! É pertinho da rua de
comércio Ben Yudha, do shopping Mamilla Mall, de vários bares e restaurantes e,
principalmente, do Portão de Jaffa, uma das principais entradas para a cidade velha.
Pagamos 40
sheckels pelo táxi, mas só depois descobrimos que há um trem que corta toda
a Jaffa Road, ligando a estação de ônibus ao portão de Jaffa e passando na porta do nosso hotel, literalmente. E o melhor, é grátis!
Hospedagem:
Hospedagem em Jerusalém custa os olhos da cara! Mesmo os albergues custam caro para os padrões de albergues. Então, após muitas e muitas pesquisas na internet e em guias de viagem, escolhemos o The Jerusalem Hostel, super bem recomendado pelos guias e pelos sites de reserva. E creio que não poderia ter feito escolha melhor. O albergue é ótimo! Além da excelente localização, os quartos ;privativos eram relativamente amplos, com banheiro próprio, TV, cozinha muito boa, internet wifi grátis por toda a área do hotel e um ambiente super descontraído, com jovens (e nem tão jovens) do mundo todo. Quando fiz a reserva, a informação é de que não tinha café da manhã, mas lá, todos os dias tinha pão, manteiga, geléia, café, chá, chocolate; tudo à disposição pra você preparar! Perfeito!! Fizemos amizade com um alemão que morou no Brasil por 6 meses e falava o português muito bem. Ele nos deu várias dicas de como ir a Belém e Mar Morto, por nossa conta. Esta é a vantagem de hostels. Sem dúvida, foi uma das grandes barbadas da viagem!
| Jaffa Road e sua linha de trem grátis que percorre a cidade |
Religião:
Em termos religiosos, dados mais recentes de 2007 dividem a população israelense em 76% de judeus, 16 % de muçulmanos e 4 % de cristãos.
Os judeus e o judaísmo:
O judaísmo tem como crença principal a existência de apenas um Deus, o criador de tudo. Para os judeus, Deus fez um acordo com os hebreus, fazendo com que eles se tornassem o povo escolhido e prometendo-lhes a terra prometida.
Atualmente, o judaísmo é praticado em todo o mundo, mas é no Estado de Israel que se concentra um grande número de praticantes.
Os judeus foram palco de uma longa história de perseguições em várias terras, resultando numa população que teve frequentemente, seus números e suas distribuições alteradas ao longo dos séculos. A perseguição atingiu seu pico na Solução Final de Adolf Hitler, que levou ao Holocausto e ao genocídio de aproximadamente 6 milhões de judeus de 1942 a 1945.
A Torah é o livro sagrado dos judeus. Os cultos judaicos são realizados em templos denominados sinagogas, sendo comandados por um rabino.
Um dos símbolos sagrados do judaísmo são o menorá, um candelabro de 7 braços, e a Estrela de Davi.
Os judeus usam um quipá, um pequeno chapéu redondo de tecido colocado na parte de trás da cabeça, mas em ocasiões festivas, como no Shabat, é comum eles usarem trajes mais sofisticados, como seus enormes casacões e chapelões de pele.
| Quipá |
Nas ruas de Jerusalém, o que mais se vê são judeus trajando suas vestes típicas. Os mais fanáticos usam ainda longas barbas e aqueles cachinhos no cabelo.
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| foto internet |
As mulheres, sempre muito bem penteadas, com roupas cobrindo os cotovelos e os joelhos.
Os principais rituais judaicos são a circuncisão dos meninos, aos 8 dias de vida, e o Bar Mitzvah, que representa a iniciação da vida adulta, aos 13 anos, para os meninos e a Bat Mitzvah, aos 12 anos, para as meninas.
O Shabat:
O Shabat é o dia de descanso dos judeus, mas além disso, é considerado um dia sagrado, sendo um dos mais importantes do judaísmo.
O Shabat judaico é aos sábados e serviu de modelo para a definição do dia sagrado para os Cristãos (domingo) e para os muçulmanos (sexta-feira).
No calendário judaico, os dias são contados do pôr-do-sol de sexta-feira até o pôr-do-sol de sábado. Neste período, nada funciona em Jerusalém, exceto nos bairros cristãos e muçulmanos, que são minoria. É no Shabat que as cerimônias de Bar Mitzvah e Bat Mitzvah ocorrem, no Muro das Lamentações.
Uma curiosidade é que no Shabat, qualquer tipo de atividade é proibida, inclusive aquelas ligadas a fogo, ou seja, é proibido aos judeus ligarem a aparelhos elétricos durante o Shabat. Também é proibido viajar e atender telefone.
Sendo o Shabat um dia repleto de preces, a Torah é lida durante todo o ano, Shabat após Shabat, nas sinagogas ou no Muro das Lamentações.
O feriado do Sucót marca o fim e o início de uma nova leitura da Torah. Coincidentemente, chegamos em Jerusalém na tarde que dava início ao feriado de Sucót.
Alimentação:
A comida em Israel é super variada. Em Jerusalém você encontra todo tipo de comida e as principais cadeias de fast food mundiais.
Os pratos típicos israelenses são:
- Falafel: bolinhas fritas de grão de bico e algumas especiarias, vendidas no pão pita redondo achatado e recheado com verduras e legumes frescos, humus e às vezes, com chips;
- Humus: pasta de grão de bico com temperos;
- Shawarma: carne de carneiro ou peru grelhadas em espeto giratório, recheando pão pita acompanhado de legumes frescos e verduras, chips e humus...uma delícia!
O alimento Kosher é aquele permitido aos judeus para comer de acordo com a lei religiosa judaica.
Os judeus não comem carne de porco e de outros animais que ruminem o alimentos. Também é proibido comer ostras e frutos do mar e produtos derivados de leite juntamente com produtos cárneos. Por isso, quando você for ao McDonald's e pedir seu Big Mac, não esqueça de pedir o queijo à parte, ou do contrário, ele não fará parte de seu sanduíche!
Nos supermercados, a maioria dos alimentos vem com selo Kosher.
Em relação a bebidas, embora os israelenses não sejam grandes consumidores de bebidas alcoólicas, é possível encontrar as marcas mais conhecidas em bares, mercados e restaurantes. As cervejas principais são a Maccabi e a Goldstar.
A cidade velha:
Jerusalém é dividida entre Cidade Nova e Cidade Velha, mais precisamente. A cidade velha de
Jerusalém é o centro de tudo e coração religioso da cidade. É um quadrilátero cercado por um muro alto de pedras, sendo dividido em 4 quarteirões: o cristão, o islâmico, o judeu e o armênio. Ao redor de seus muros, há portões de entrada, como o Portão de Jaffa, o Novo Portão, Portão de Damascus, Portão de Herodes, Portão Dung e Portão Zion. O mais próximo do nosso hotel e um dos principais portões de acesso é o portão de Jaffa.
Lá dentro, um emaranhado de ruas e ruelas labirínticas, em vários níveis e direções, apinhada de lojinhas que vendiam de tudo um pouco.
A continuação destas aventuras na Terra Santa nos próximos posts.


















