foto internet |
Saíndo das pirâmides, fomos até o Cairo Islâmico, mais precisamente no mercado Khan Al Khalili. Na saída das pirâmides, achamos estranho o trânsito estar livre, em plena quinta-feira velha. Foi então que o motorista me disse que era feriado no Cairo, dia das Forças Armadas. Tá explicado!
Nosso táxi caindo aos pedaços !!! |
O mercado Khan Al Khalili é, na verdade, uma mistureba de lojas pelas ruas vendendo tudo que você possa imaginar e mais um pouco. São centenas delas, espalhadas por um labirinto de ruas e ruelas onde você se perde fácil. Uma hora entramos num beco e não achávamos a saída de jeito nenhum. E é sempre muuuuita gente, quase 100% de locais. Durante um bom tempo que andamos por lá, não achei um sequer turista e depois, os que vi, estavam em grupos ou com guia. E a gente chamava a atenção por isso.
A maior parte dos produtos são de qualidade duvidosa. Prepare-se para barganhar bastante.
Fui comprar umas caixinhas de madrepérola e o vendedor me pediu um preço x. Eu ofereci a metade e ele aceitou na hora, ou seja, me dei mal porque devia valer menos ainda!
Estas caixinhas, uns chaveirinhos e uns vasinhos de porcelana foram as únicas coisas bonitinhas e compráveis que encontrei. Achei tudo meio feio, pra não dizer brega! Pra quem estava vindo do Grand Bazaar de Istanbul, este mercado saiu pior que a encomenda, mas vale a experiência. Por isso, se você fizer esta viagem ao Egito e Turquia, deixe a Turquia por último pra não se chocar tanto!
Num dos becos, tinha uns vendedores de uma espécie de chá gelado, que mais parecia uma água suja! E o Alessandro teve coragem de tomar aquilo. Hipocondríaco do jeito que é, devia estar querendo estrear os remedinhos pra dor de barriga! Ah, e não espere um copo descartável. Isto é objeto raro!
O vendedor era tímido e não quis pousar para fotos |
Em uma das lojinhas do mercado, a mulherada egípcia estava quase se estapeando para levar uns pares de camisolas pra casa!
Já era bem tarde quando paramos para "almoçar" num lugar mais ou menos arrumadinho e pedimos uma panqueca de queijo, que mais parecia pizza, mas que por sinal, estava muito gostosa! Foi nosso almoço naquele dia!
Do ladinho do mercado estão a Mesquita e Universidade Azhar e também a Mesquita de al-Hakim. O Alessandro entrou na primeira e, como eu estava de vestido, não pude entrar e não me arrependo, pois estava um calor tão grande que me dava até arrepios de pensar em estar com calças.
Azhar Mosque and University |
foto internet |
al Hakim Mosque |
Dali, seguimos para a Citadela - Mesquita de Mohamed Ali. Ao contrário das mesquitas de Istanbul, aqui você paga pra entrar, cerca de 50 LE. Eu não estava a fim de entrar e só queria mesmo tirar fotos de fora.
Já exaustos de tanto pipocar na nossa lata velha chamada táxi, só nos restava voltar pro nosso maravilhoso hotel descansar, vendo mais e mais mesquitas pelo caminho, afinal, estamos num país islâmico!
Mas o melhor do dia estava por vir. Pedimos ao nosso amigo taxista que nos levasse a algum lugar que vendesse cerveja. No hotel vende, obviamente, mas por quê pagar R$ 11,00 se podemos pagar R$ 5,00? No dia seguinte até pagamos, mas o mais importante é ter histórias destas pra contar.
Então, nas imediações do hotel, ele começou a entrar numas quebradas em busca de alguma biboca clandestina que vendesse cerveja (lembrar que muçulmanos não bebem álcool). Primeira tentativa frustada; o bar estava fechado, afinal era feriado! Segunda tentativa também frustada! Eis que na terceira, tcharã!!!! O "bar" estava aberto, pra alegria do Alessandro!!!
Saqqara ou Stella?! Eis a questão! |
Nosso motorista (na foto) ganhou até gorgeta depois desta caridade!!! |
Agora tinha um outro problema: o hotel não permitia a entrada de comidas e bebidas. Mas mesmo assim, resolvemos arriscar. Provavelmente não iam fazer nada e não fizeram mesmo! Enchemos nossa mochila com as latas e passamos a mesma, tranquilamente, pelo raio-X da entrada. Depois daquele dia trés fatigué, fomos relaxar naquela piscininha "mais ou menos", com direito ao reflexo das pirâmides no vidro!
Menina!
ResponderExcluirQue fotos lindas!!! Estou lendo tudo com atenção.
Ótimo!!!!
Claudia
Obrigada, querida! Bjs!
ResponderExcluirBoas fotos e uma excelente explicação do mercado, uma pessoa leva horas para comprar qq coisa mesmo que feia. Aquilo é um grande labirinto mas mesmo assim não me senti inseguro. O mercado tem outra vida de noite muita mas mm mta gente nas ruas gostei mais de visitar de noite. Bom blog
ResponderExcluirOi, Luffi, que bom que gostou! Às vezes tenho a sensação de que me faltou conhecer o Cairo de verdade! Passei tanto stress lá que, no fim das contas, não queria nem sair do hotel. Aquele trânsito também desanimava um pouco...Abraços!
ResponderExcluirOla Carol,
ResponderExcluirCompreendo que a confusão do Cairo leve a cabeça de qualquer mortal prestes a rebenter, o esquema da coisa foi rir muito de tudo o que nos era difrente, o que me meteu mesmo muita confusão foi tentar atravessar a rua chega a meter medo houve alturas em que dei a mao feito criança ao primeiro que passava no meio daqueles carros por todo o lado. UM FILME. Voce acabou por entrar na cidadela???? Aguardo uma visita sua no meu blog abraços
Não, na verdade só passei por ela, mas não estava con roupas apropriadas. Já visitei seu blog algumas vezes e agora vou ver mais sobre Praga, um dos meus próximos destinos. Abraços
ResponderExcluir