No sábado de shabbat, quando todo o comércio de Jerusalém está fechado, escolhemos fazer um tour pela Região da Galileia. Reservamos o tour da United no dia anterior, direto na recepção do nosso hostel.
O tour começa de madrugada. Às 6 da manhã já estávamos
prontos, quando então o ônibus nos pegou
num hotel próximo, já que na rua do nosso hostel não passa carros.
O ônibus passa por Tel Aviv, onde algumas pessoas entraram.
O grupo era super pequeno, composto apenas por uma canadense, 3 americanos (dentre
eles, uma super louquinha, que me fez de fotógrafa dela boa parte da viagem) e
nós 2. O guia falava espanhol. Dependendo do tour e do dia da semana, você ode
escolher o idioma que será falado durante o tour. No nosso caso, foi pura
coincidência o espanhol.
O primeiro ponto de parada foi Em Nazaré, cidade onde Jesus
passou sua infância, daí o nome, Jesus de Nazaré.
É óbvio que o primeiro ponto não foi no ponto mais famoso de
Nazaré, a Igreja da Anunciação, mas sim, numa loja que vendia souvenirs a preços
bem acima do normal.
Seguimos então para
Igreja da Anunciação, onde Maria recebeu a visita do Anjo Gabriel,
anunciando a chegada do Messias.
A Igreja é belíssima. A porta principal tem passagens bíblicas esculpidas em bronze.
Uma das obras de arte, no chão da igreja |
Porta de entrada |
Detalhes da porta |
O ponto máximo da Igreja é a Gruta onde Maria recebeu o Anjo.
Nas imediações está a Igreja de São José, que marca o local onde José e Maria moraram, além de sua carpintaria.
Saíndo de Nazaré seguimos para Cafarnaum, às margens do Mar
da Galileia, onde está a casa de São Pedro.
Também passamos por Magdal ou Magdala, a cidade de nascimento de Maria Madalena , seguidora de Jesus.
Eu e São Pedro, em Cafarnaum |
Acredita-se que as ruínas da sinagoga de calcário branco de cerca de 300 a.C. ficam no local da sinagoga original em que Jesus pregou durante Seu ministério na Galiléia.
Na foto abaixo é possível ver claramente a diferença entre as 2 sinagogas, sendo a parte de pedras mais escuras, a da época de Jesus.
Sinagoga branca, construída no local exato da Sinagoga de Jesus |
Casa de São Pedro |
Bem pertinho de onde estávamos, era a vez de visitamos Tabgha, cidade onde Jesus realizou o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes para alimentar a multidão que veio Lhe escutar ao pregar.
Mas o nome Tabgha vem da distorção da palavra grega Heptapegon, que significa "Sete Nascentes". No passado, sete nascentes se encontravam neste ponto e fluíam para o mar da Galiléia, mas hoje só restam 5.
Igreja da multiplicação |
A rocha em que o milagre da multiplicação ocorreu tem sido o altar de sucessivas igrejas, a primeira no século IV. A atração principal da Igreja é seu mosaico original bizantino, que fica na frente do altar e simboliza os pães e os peixes.
Mas, o momento mais emocionante desta viagem para mim foi, sem dúvida, o meu rebatismo no Rio Jordão.
O Rio Jordão foi o local onde Jesus foi batizado por João Batista. Devido à grande procura por peregrinos por lugares em que poderiam participar das cerimônias do batismo, o kibbutz Degania desenvolveu o Yardenit, um local com toda a infraestrutura necessária para o ato.
O comércio no local é acirrado, principalmente de garrafinhas contendo água do rio, mas sem ter que pagar nada, a dica é encher sua própria garrafa de água e trazer de lembrança pra distribuir pros amigos. Eu trouxe duas. Uma está comigo, na minha casa e outra dei pro Padre da minha cidade, em Minas.
O Yardenit é o único local registrado de batismo para peregrinos. Todos os anos, meio milhão de turistas visitam o lugar.
Eu já sabia que iria ao Yardenit e creio que este foi um dos meus principais interesses pelo tour na Galileia: ser rebatizada no mesmo lugar que Jesus.
Claro que tudo tem uma parte turística. Temos que pagar USD 10,00 para alugar as vestes brancas para entrar no Rio e de quebra, ganhamos toalha e um certificado em branco, diga-se de passagem.
Mas é indescritível a emoção que temos naquele lugar. Eu entrei e comecei a respirar mais forte. Pedi a um padre que estava na água que me batizasse e sem perceber direito o que estava acontecendo, ele faliu algumas palavras, afundou minha cabeça na água e pronto! Eu estava batizada! Foi uma sensação muito louca: não sabia se rezava, se agradecia, se prestava atenção no que ele falava; enfim, acho que fiz tudo ao mesmo tempo sem nem perceber. Foi, sem dúvida, um momento de forte emoção e agradecia por mais esta dádiva de Deus na minha vida.
Momento do batismo... |
Momento pós batismo... |
De espírito renovado |
O comércio no local é acirrado, principalmente de garrafinhas contendo água do rio, mas sem ter que pagar nada, a dica é encher sua própria garrafa de água e trazer de lembrança pra distribuir pros amigos. Eu trouxe duas. Uma está comigo, na minha casa e outra dei pro Padre da minha cidade, em Minas.
Alê batizando a si mesmo |
As minhas impressões do tour foram muito boas, mas tour é tour, né?! Você acaba indo onde o guia quer, comendo no restaurante caro que ele quer, esperando gente que fica pra trás, enfim, um transtorno, mas este até que foi razoável, neste sentido. Foi uma forma prática, mas não barata, para se conhecer toda a região da Galileia.
oi carol estou amando seu blog , tbem estive em israel por duas vezes.. bj
ResponderExcluirObrigada, Rosana! Israel é muito emocionante! Espero um dia poder voltar...
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