Amsterdam... surpreendi-me com esta bela cidade! Fiquei pensando o porquê eu ainda não a tinha visitado antes...
Creio que todo mundo que fala que vai pra Amsterdam deve ouvir a mesma piadinha do tipo: "traz umazinha pra mim", ou melhor: "fuma uma lá por mim". Mas a cidade vai muito além do que sexo, drogas e rock'n roll: suas casinhas em vários tons de marrom, seus canais charmosos com milhares de casas-barco, suas zilhões de bicicletas (quase fui atropelada por várias delas), as famosas tulipas, seus vários museus, enfim, tudo isso já é um motivo e tanto pra conhecer esta linda cidade!
Chegamos numa tarde muito fria de primavera. Do aeroporto de Schiphol, tomamos um trem para Amsterdam Centraal, que é uma graça. Enquanto você espera as malas já pode comprar seu ticket de trem nas máquinas amarelas que estão espalhadas pelo local, mas estas máquinas só aceitam cartões e você tem que pagar um extra de 0,5 euros de taxa. Logo que você sai da área de malas, você já vê as bilheterias pra comprar o ticket. É muito fácil e custo cerca de 4 euros. Cerca de 20 minutos chegamos na Estação Central, que já é uma atração à parte por sua bela arquitetura, onde tomamos o bonde (numero 13) até o charmoso bairro do Jordaan, onde ficava nosso hotel.
Amsterdam Centraal |
Jordaan |
Dentre muitas pesquisas, escolhemos o Hotel Van Onna, localizado no fofíssimo Bloemgracht, um dos canais mais simpáticos da cidade. Aliás, "gracht" significa canal em holandês.
Quarto do Van Onna! Fofo! |
Adoramos o hotel. Localização excelente, ótimo café da manhã e atendimento nota 10! Recomendo!
Bloemgracht |
Canais à noite! |
Nesta região, fica a lindíssima igreja Westerkerk, com sua torre de 85 metros de altura, que com certeza é a mais bela de Amsterdam e cujo som dos sinos eram a única referência de Anne Frank durante o confinamento, já que sua casa era bem ao lado e hoje se transformou num museu.
Westerkerk |
Os principais canais de Amsterdam são o Prinsegracht, o Keisersgracht , o Herengracht e o Singel, que se encontram parelos entre si e vão dando uma forma de ferradura à cidade.
Casinhas no Prinsegracht |
São nestes canais e nos demais 7.777, que se concentram as mais de 5.000 casas-barco de Amsterdam, cada uma mais fofa que a outra. Atualmente, o governo não permite que novas casas-barco sejam instaladas.
Como já era tarde e estávamos bem cansados da viagem, comemos num restaurante turcos próximo ao hotel, cuja comida era ótima por sinal, e fomos descansar para o dia seguinte, que começou com a visita ao maior parque de tulipas do mundo: o Keukenhof.
No retorno à cidade, começamos nossa exploração pela rua Damrak, no Centro Antigo. Não tem como não passar por esta rua, pois ela liga a Estação Central à praça Dam, dois dos principais pontos de referência da cidade. Nesta rua estão muitas lojas vendendo passeios turísticos pela cidade, além de muuuitas lojinhas de souvenirs.
Loja de queijos holandeses na Damrak |
Praça Dam |
Na praça Dam, se encontra o museu de cera Madame Tussaud e a De Bijenkorf, maior loja de departamentos da Holanda e bem pertinho da praça Dam, está o Magna Plaza, um grande shopping center, mas nem entramos pra olhar. Vale a pena mesmo pela bela arquitetura do prédio.
Magna Plaza |
Também no centro velho está a Condomerie, uma loja com todo tipo de camisinhas que sua imaginação possa ter! Muito interessante a loja!! Aos interessados, o endereço é Warmoesstraat, 141.
Vitrine da Condomerie, com todo tipo de camisinha que se possa imaginar e até aquelas que não se pode |
Outras duas ruas de pedestres muito movimentadas, que concentram a maior parte do comércio da cidade são a Nieuwendijk e a Kalverstraat. É obrigatório dar uma passadinha por elas. Também há muitas lojas de souvenirs, além daquelas lojas tradicionais européias, como Zara, Mango, H&M e outras.
E não deixe de visitar as ruelas do Centro antigo perpendiculares a estas duas ruas que mencionei acima. A cada uma delas, uma nova descoberta, com um café charmoso, um restaurantinho simpático como o La Colina (Nieuwezijds Kolk 9), um italiano que almoçamos no primeiro dia. Para os simpatizantes, tem também vários coffeeshops diferentes (atenção, pois coffeeshop em Amsterdam não é um simples lugar pra se tomar um café, mas sim, os lugares onde a maconha é vendida legalmente e as pessoas podem fumá-la, moderadamente. Há um adesivo verde nas portas. Um dos coffeeshops mais famosos de Amsterdam é o Bulldog. Há vários espalhados pela cidade.
Ruelas do Centro Velho |
Bulldog
Se quer um café ou uma típica cerveja holandesa, vá num brown café ou "cafés marrons", cujo nome origina literalmente das paredes marrons causada pela nicotina dos cigarros. Como já acostumamos com a lei anti fumo em São Paulo, algumas vezes ficávamos sufocados dentro do brown café, de tanta fumaça de cigarro.
E por falar em cerveja, fomos conhecer na parte da tarde o Brouwerij 't IJ, um aconchegante bar e microcervejaria à moda antiga, ao lado do moinho De Gooyer. A seleção de cerveja é ampla e inclui a poderosa Columbus, com 9% de teor alcoólico.
O lugar é uma delícia, bem tradicional. Fica um pouco afastado do centro e pra chegar lá, pode-se tomar o bonde 14, que foi o que fizemos. O preço das cervejas vai de 2,0 a 2,5 euros, uma verdadeira pechincha para os padrões europeus, e as porções variam de 4 a 5 euros. Experimentamos vários tipos de cerveja e as porções de salame e de queijos holandeses e adoramos tudo! Todo mundo se aglomera nas mesas de banquete da área externa, num clima alegre e descontraído!
Pegamos as dicas deste lugar no guia que levamos e também no site do Ducs Amsterdam. De quebra, você vê um típico moinho holandês!
Ficamos por ali até final da tarde, quando voltamos ao Jordaan e fomos caminhando por suas ruelas, fotografando os canais e descobrindo novos cantos desta bela cidade.
O destaque e charme das casinhas em Amsterdam fica por conta dos diferentes tipos de frontões das casas (enfeites acima das portas) e das cornijas (arremates/molduras dos telhados). Além disso, praticamente toda casa tem uma roldana em frente ao telhado, para que se possa erguer móveis e objetos de maiores proporções.
Cornijas e roldanas de vários tipos |
Terminamos o dia num brown café, o Café Het Bruine Paard (nome difícil, hein?!); em inglês: Brown Horse (Prinsengracht, 44), tomando mais cerveja. Estava um frio de matar do lado de fora e aquele ambiente quentinho era muito convidativo. Aqui aconteceu algo que eu nunca vira antes: um senhor chegou do nosso lado, deu algumas moedas por Alessandro e pediu a ele pra lhe vender dois cigarros, pois ele havia esquecido o maço dele. Em qualquer lugar do mundo, as pessoas filam cigarro, mas comprar? Primeira vez...Coisas de uma Amsterdam civilizada, de primeiro mundo...Ficamos tão abobados com tal gesto que nem aceitamos as moedas do cara e demos logo os cigarros pra ele.
eu achei muito bom! que fotos boas e que riqueza de detalhes, parabéns, tu tem talento pra coisa!!
ResponderExcluirbjs
Júlia
Olá, Júlia! Obrigada pelo elogio! Fiquei muito feliz! Faço o blog com muito carinho e tento dar o máximo de detalhes possíveis pra ajudar outras pessoas! Vale mesmo! Bjs
ResponderExcluirMuito bom seu post! Vai ser muito útil pra mim! Vou dia 02/08 para Amsterdã e seguirei suas dicas. Também vou ficar no Van Onna, que bom que vc achou o hotel legal.
ResponderExcluirPelo que vc postou é tranquilo ir do aeroporto para o hotel:
Paga o trem até a Estação Central e de lá o bonde 13. Sem querer abusar, já abusando, vc poderia me informar onde se pega o bonde e onde tenho que saltar para chegar no Van Onna? obrigada!
Vanessa
Olá Vanessa, desça na estação de Westermarkt, bem do lado da igreja de Westerkerk . O Bloemgracht , onde fica o hotel, fica praticamente em frente a esta igreja e tb ao Anne Frank Huis . Aproveite mto a cidade! Bjs e obrigada pelo comentário
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