Construída sobre 14 ilhas, a cidade de Estocolmo (Stockholm, em sueco) é a capital da Suécia e uma das mais importantes cidades da Escandinávia, sendo apelidada de "Veneza do Norte" por causa desta privilegiada localização geográfica.
Sede do governo sueco, do Parlamento e da residência oficial do monarca sueco, é a maior cidade da região da Escandinávia, região esta formada pela Suécia, Noruega e Dinamarca, os chamados "países nórdicos", apesar de alguns considerarem também Islândia e Finlândia como países pertencentes à Escandinávia.
Terra de ABBA, Greta Garbo, de gente bonita, alta e loira (como o povo é bonito, gente!), Estocolmo tem cerca de 800.000 habitantes e é uma cidade plana, relativamente pequena e fácil de ser percorrida a pé, até mesmo porque eu nunca vi um lugar onde o transporte público é tão caro!
Sua história está um pouco ligada ao Brasil, já que a Rainha Silvia, mulher do Rei Carlos XVI Gustavo da Suécia, é filha de pai alemão com mãe brasileira, mas ela mesmo é alemã, nascida em Heidelberg.
Nossa chegada a Estocolmo foi meio traumática conturbada.Chegamos bem tarde ao aeroporto de Arlanda, o principal da Suécia, que se localiza há cerca de 40 km ao norte de Estocolmo. Há duas maneiras de ir até Estocolmo: de ônibus ou de trem. De ônibus, pela companhia Flygbussarna, com ticket por 99 SEK. Neste caso, o ônibus vai até T-Centralen, estação de ônibus no centro de Estocolmo e a viagem dura cerca de 1 hora. De trem, pelo Arlanda Express. Neste caso, a viagem dura cerca de 20 minutos, mas custa 240 SEK. Nós fomos de ônibus e pelo que percebi, é o que grande parte dos suecos fazem. Como chegamos muito tarde no aeroporto, compramos o ticket com cartão de crédito, pois não tinha mais nenhum banco aberto no aeroporto àquela hora da noite.
Estação Central de Estocolmo |
Ao sairmos da T-Centrale, perto da meia-noite, fomos andando pela direção do hotel. Pelo menos eu pensava que era a direção do hotel. Não o que me deu; achei o nome da rua e simplesmente, segui pelo lado direito, sem questionar se não seria pelo lado esquerdo. Comecei a andar e não estava achando nenhum ponto de referência estudado. Comecei a achar tudo muito calmo, ninguém nas ruas, tudo fechado, nenhum bar, nenhuma lanchonete, nem a Pizza Hut que tinha como referência. Também não tinha uma alma viva pela rua para eu perguntar; apenas um monte de táxis passando a altas velocidades. Que stress!! Estávamos há uma meia hora rodando a pé puxando uma baita duma mala, num frio de 1 grau, no meio da madrugada! Literalmente perdidos em Estocolmo. Eu estava achando muito estranho a maior e mais importante capital escandinava estar completamente vazia.
Bem, finalmente um táxi parou e resolvi perguntar onde era a rua do nosso hostel, quando ele me disse que ficava num lugar totalmente oposto ao que agente estava. Conclusão: eu havia pegado a direção errada ao sair da T-Centralen! Putz! Tivemos que voltar tudo de novo, puxando aquela malona enorme e que, `aquela altura do campeonato, já estava pesando o dobro devido ao cansaço e stress! Me recusava a pegar um táxi, pois em terras suecas, isto deveria custar uma verdadeira fortuna. Preferi ir andando mesmo!
Nosso hostel ficava na rua Luntmakargatan e o melhor da noite foi quando o Alessandro, olhando no mapa pra ver onde estávamos e pra onde iríamos, virou pra mim e disse: "Carol, estamos perto, olha ali a rua "gatan!". Eu olhei pra ele bem séria e estressada e disse: "gatan é rua em sueco!" Rolou um silêncio e depois, caímos na risada, afinal, toda rua tinha "gatan"no final. E não pense que havia lido isso antes; apenas deduzi.
Finalmente, já perto da 1 da madrugada, achamos o nosso hostel. Tínhamos a senha da porta de entrada e dentro, um envelope com as instruções para abrirmos um cofre, onde estaria a chave do nosso quarto. Mas, para abrir o quarto, precisava de uma senha e eu havia me esquecido que eu tinha esta senha nos papéis da reserva. Fui até o lounge, onde haviam vários jovens bebendo e pedi ajuda. Um rapaz veio me ajudar. Já íamos telefonar pro número de emergência do hostel, quando eu tive um estalo e resolvi procurar a senha nos meus papéis. Nesse meio-tempo, descobrimos que o tal rapaz era brasileiro! Nossa, que ótimo! É sempre bom achar alguém que fala nossa língua quando estamos no sufoco!
O Hostel
Foto divulgação |
Assim como tudo na Suécia e nos demais países escandinavos, o preço da hospedagem também é muito alto. Mesmo nos albergues, o preço das diárias equivale a hotéis de 3 a 4 estrelas em alguns outros lugares do mundo. Após muitas pesquisas, reservamos o Best Hostel City, super bem localizado, há menos de 10 min da Estação Central (se você pegar a direção certa, claro rsrs), localizado na ilha Norrmalm, o centro de tudo, e também muito bem avaliado pelo Trip Advisor e outros sites da categoria. O clima é super descontraído, uma graça! O hostel conta com wi-fi grátis, quartos com banheiro privativo, sistema de aquecimento, roupas de cama macias e camas muito confortáveis. Ótima pedida! Também tinha café da manhã, coisa rara nos hostels da Escandinávia. Era simples, mas tinha pães frescos, manteiga deliciosa, café, leite, cereais e geléia e, uma coisa bem legal e diferente de todos que já vi é que o hostel ainda disponibiliza macarrão à vontade pros hóspedes preparem na sua ampla e animada cozinha. Definitivamente, uma excelente opção pra mochileiros que querem desbravar estes países de forma super "econômica". E como eu disse, o preço não era tão barato assim por ser um hostel (cerca de R$ 250,00 a diária) , mas um dos que tinha melhor custo-benefício.
Foto divulgação |
Foto divulgação |
Nós ficamos 3 dias e 3 noites em Estocolmo, tempo mais que suficiente para conhecer os principais ícones da cidade.
Próximo post: o bairro medieval de Gamla Stan
Carol,
ResponderExcluirQue sufoco essa chegada. Se fosse eu, já tinha entrado no taxi para resolver mais rápido o erro inicial. Rs
Mas, são essas coisas que fazem uma viagem ficar na memória da gente.
Bj
Com certeza, Claudia! Se eu entrasse no táxi, não teria graça nem histórias pra contar rsrs Bjs
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